segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Livro A Cor Purpura de Alice Walker - Quando Um Livro é um Tesouro!

Olá Conectados, eu sou a Gui Margutti!

E eu li ... A Cor Púrpura!






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“O livro narra de forma comovente a vida de Célie. 
No Sul dos EUA...
No começo do século passado, num período ex escravista, porem marcado pela opressão racial e também de gênero.
Num cenário pobre e agrícola...
Celie é... Semianalfabeta. Negra. E... Mulher!

  A Cor Púrpura de Alice Walker, publicado em 1982, é um dos romances mais importantes da literatura norte americana. O livro teve uma adaptação para o cinema, dirigido por Steven Spielberg em 1985,com 11 indicações ao Oscar, com um elenco de ouro como: Whoopi Goldberg, DAnny Glover, e Oprah Winfrey, com uma atuação de cair o queixo! 
 O filme é incrível, mas ele é apenas uma pequena e simples amostra quando comparado ao livro.

  Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância. Primeiro, pelo "pai" e depois pelo marido, o qual ela chamava de Sinhô. 

  A História é contada a partir das cartas que Celie escrevia, inicialmente para Deus e depois para sua irmã Nettie, a pessoa que ela mais amava na vida. 

 As primeiras cartas de Celie, com apenas 14 anos, mostram a menina, violentada pelo pai e grávida pela segunda vez. No entanto, Célie não teve a chance de cuidar e amar seus filhos, pois o "pai", "deu fim" nas crianças. 
 Mais tarde, ela foi entregue em casamento, ao "Sinhô". Um homem bem mais velho, viúvo e pai de 4 filhos. Um casamento, que mais parecia um regime de escravidão. 
 O Marido a  tratava como empregada, saco de pancadas e não demonstrava qualquer ato de afeto ou gentileza para com a esposa. Como se ele realmente fosse o Senhor e ela a escrava. 
 Durante o livro, vamos percebendo que a violência, e a falta de bondade de Albert, o marido, vinha em parte da opressão de gênero que era uma característica social muito forte na época; mas também pela paixão que ele nutria por uma mulher com a qual nunca pôde se casar, Shug Avery.
 Shug foi uma mulher à frente de sua época, bonita, sensual, carismática e cantora de blues. Mas, por ironia do destino e por brilhantismo da autora, Shug (amante do Sinhô) acabou adoecendo e Albert a levou para casa, para cuidar dela. 
 Ele nem se preocupou em dar satisfação à esposa sobre quem era essa mulher ou porque ele a levou para casa. Porém, Célie não se importou, pelo contrário. Celie secretamente já nutria uma fascinação por Shug, desde que viu um retrato dela num panfleto de show.
  Juntamente com o Sinhô, ela cuidou de Shug e dali nasceu uma grandeee amizade. E essa amizade foi divisor de águas na vida de Celie. 
 Um livro epistolar, porém com uma narrativa extremamente apaixonante, o que faz com que as cartas sejam verdadeiros tesouros. A leitura é agradabilíssima e a fala caipira e precária de Celie, é de aquecer o coração do leitor.  Apesar de ser um livro cheio de dor, é um livro recheado de humor, transformações e surpresas.
 Celie passou praticamente toda a sua vida calada, impotente e sem voz. Ela encontrou na escrita a única forma de expressar seus sentimentos para se manter viva. 

 Escrevendo cartas; ela despretensiosamente, foi nos revelando a fragilidade da natureza humana, a capacidade de resignação, do amor, da aceitação e também da força da espiritualidade e fé.


Um livro ímpar e extremamente sensível. Uma história que vai crescendo em progressão geométrica, se assim posso dizer. São diversos personagens, diversos acontecimentos e é impossível não amá-los.  A autora mostrou que aquela máxima "É aos poucos que a vida vai dando certo" é verdadeira.
 Com o tempo, Célie foi ganhando consciência de quem era e do tamanho do seu valor; e também do tamanho do mundo lá fora. A personagem que foi, durante toda uma vida, absolutamente frágil e oprimida, perante o mundo, mostrou-se grandiosa e o pilar na vida de todas aquelas pessoas.

 É impossível passar incólume por essa leitura. Esse é um daquele livros transformadores. Aqueles que colocam em nosso coração uma sementinha que nos faz lembrar de que há algo de muito errado com a humanidade. Aqueles livros que dão vontade de pegar alguns personagens no colo, abraçar e principalmente defender.
 Esse é um tipo de leitura obrigatória e que faz com que nos lembremos do que disse o apóstolo Paulo: Não vos conformeis com esse mundo!  
  

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